Aliados de Gomes

Cicinho saiu em defesa do técnico Ricardo Gomes na reapresentação do São Paulo, nesta quinta-feira, no CT da Barra Funda. Na noite anterior, o comandante tricolor foi vaiado e chamado de “burro” na vitória por 1 a 0 sobre o Once Caldas, resultado que assegurou o primeiro lugar no Grupo 2 da Taça Libertadores e, consequentemente, a vaga nas oitavas de final. O auge dos protestos dos mais de 50 mil torcedores no Morumbi se deu no segundo tempo quando o treinador tirou Fernandinho, autor do gol, para colocar Jean.

 – A reação da torcida é injusta, e até comentei com alguns jogadores. Claro que pode vaiar, mas estávamos vencendo e sendo vaiados. O treinador sabe o que faz. O chamaram de burro, mas depois viram a equipe crescer. Ele tirou os jogadores cansados. Às vezes, o torcedor tem uma visão, e o técnico, outra. Trabalhamos e demonstramos vontade, por isso esperamos que nas próximas fases a torcida jogue 90 minutos do nosso lado. Precisamos muito disso eo que pedimos é paciência.

 Apesar de não ter aprovado o comportamento da torcida, o camisa 23 disse que a atitude não prejudica o time em campo, mas certamente atrapalha. Assim, reforçou o pedido para que o torcedor apoie o time.

 – Não prejudica porque somos acostumados com isso. Atrapalha, mas não intimida. As vaias não vêm em boa hora. Você precisa vencer o jogo e aí ouve vaias, o que deixa a equipe um pouco receosa de sofrer um gol. Acredito que não foi de uma maneira justa e no momento certo. Respeitamos o torcedor, mas pedimos que ele faça como fez nas competições passadas: apoie – reforçou.

 Cicinho aproveitou para demonstrar publicamente que Gomes tem o apoio do grupo.

– O Ricardo é o mais cobrado porque tem que escalar, e nem sempre os onze
que ele escolhe conseguem o resultado. Ele não é o único culpado. Quando perdemos, assume as consequências, mas sabe que estamos com ele.

Fernandinho, que foi o escolhido para sair no momento do protesto da torcida contra Gomes, também defende o tecnico, que, segundo ele, acertou na substituição de um atacante por um volante. O jogador lembra que a equipe colombiana estava começando a dominar o Tricolor, que sofria com o cansaço dos homens de frente.

– Eu entendi claramente que foi uma opção tática. No segundo tempo o time teve dificuldade e perdeu um pouco no meio porque eu, Marlos e Dagoberto estávamos cansados. Ele quis botar um volante para ganhar o meio na marcação. O torcedor tem o direito de cobrar, pois paga ingresso, mas a substituição teve sentido sim.

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