Dificil admitir erros… até óbvios…

http://espnbrasil.terra.com.br/saopaulo/post/116683_NO+FUTEBOL+E+COMPLICADO+ADMITIR+ERROS+MESMO+OS+MAIS+CLAROS 

Por que será que é tão difícil admitir erros no futebol brasileiro? O que deveria ser uma virtude passa a ser um quase sacrifício. Ninguém erra no futebol tupiniquim, é incrível.

Quarta à noite no Morumbi, o São Paulo vencia o Once Caldas por 1 a 0, num jogo difícil de decisivo. O time colombiano, bom time por sinal, estava melhor no segundo tempo e dominava aparentemente o jogo, embora não impusesse um sufoco maior a Rogério Ceni.

Ricardo Gomes entendeu no banco tricolor que necessitava de mais força na marcação de meio de campo e colocou Jean no lugar de Fernandinho. A intenção pode ter sido das melhores, mas não surtiu o efeito esperado.

Muito pelo contrario. A partir daí e durante quase 7 minutos, o São Paulo foi totalmente dominado, ameaçado, levou bola na trave, tomou um sufoco e só quando o treinador fez uma segunda substituição para corrigir a primeira, colocando Washington no lugar de Jorge Wagner é que a situação melhorou.

O que me incomoda, no entanto é que no vestiário, na enfadonha entrevista coletiva, onde você só tem direito a uma pergunta, Ricardo Gomes não teve a humildade, a sutileza de admitir que errou.

Deu voltas para cá, voltas para lá, tentou explicar o inexplicável, mas não fez o simples, o que torna o ser humano mais humano ainda: admitir o erro.
RICARDO GOMES TENTA JUSTIFICAR OS ERROS CONTRA O ONCE CALDAS.

RICARDO GOMES TENTA JUSTIFICAR OS ERROS CONTRA O ONCE CALDAS.
Crédito da imagem: ASSESSORIA DE IMPRENSA

Era simples. Bastava dizer:” Pensei numa estratégia para diminuir o domínio do Once Caldas, mas não funcionou. Ai tive a percepção de corrigir”. Pronto. Uma frase como está era suficiente para contentar a todos e mostrar a verdade.

Mas não, o torcedor que ouvia as rádios e tevês que estavam transmitindo a coletiva foi ludibriado por uma sucessão de explicações sem cabimento, que não convenceram a ninguém.

Pior ainda são os profissionais que na coletiva agem como mais assessores de imprensa do técnico que os próprios assessores. Aqueles que fazem média nas perguntas com o entrevistado, tentando parecer bonzinho e colocando em xeque as perguntas pertinentes feitas anteriormente.

Ou ainda os comentaristas do dia seguinte, que parecem não ter visto o jogo, omitindo informações na defesa corporativista profissional. Em geral, ex-jogadores e técnicos, convidados de programas de televisão.

Enfim, Ricardo Gomes foi burro duas vezes no Morumbi quarta. A primeira, perdoável, porque foi na tentativa de acertar que acabou errando e sendo homenageado por quase 50 mil tricolores. Mas a segunda , imperdoável, porque só dependia dele ser mais inteligente nas respostas e explicações.

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