Características do Heavy Metal

 Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Heavy_metal

O heavy metal se caracteriza tradicionalmente por guitarras altas e distorcidas, ritmos enfáticos, um som de baixo-e-bateria denso e vocais vigorosos.[9][10][11][12] Os subgêneros do metal tradicionalmente enfatizam, alteram ou omitem um ou mais destes atributos. Segundo o crítico do New York Times Jon Pareles, “na taxonomia da música popular, o heavy metal é a principal subespécie do hard rock – o tipo com menos síncope, menos blues, com mais ênfase no espetáculo e mais força bruta.”[13] A típica formação da banda inclui um baterista, um baixista, um guitarrista base, um guitarrista solo e um cantor, que pode ou não também tocar algum dos instrumentos. Teclados são por vezes usados para enriquecer o corpo do som;[14] as primeiras bandas de heavy metal costumavam usar um órgão Hammond, enquanto sintetizadores se tornaram mais comuns posteriormente.

Judas Priest em show de 2005.

A guitarra elétrica e o poder sônico que ela projeta através dos amplificadores foi, historicamente, o elemento chave do heavy metal.[15] As guitarras frequentemente são tocadas com pedais de distorção, por meio de amplificadores de tubo com bastante overdrive, criando um som espesso, poderoso e “pesado”. Um elemento central do heavy metal é o solo de guitarra, uma forma de cadenza. À medida que o gênero se desenvolveu, solos e riffs mais sofisticados e complexos tornaram-se parte integral do estilo. Guitarristas usam técnicas como sweep-picking e tapping para tocar com mais velocidade, e diversos estilos do metal enfatizam demonstrações de virtuosismo. Algumas bandas influentes do gênero, como Judas Priest e Iron Maiden, têm dois ou até mesmo três guitarristas que partilham tanto a guitarra base quanto a solo. Uma característica importante é o uso de escalas pentatônicas, exemplificado em bandas como Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath.[16]

O papel principal da guitarra no heavy metal frequentemente colide com o papel tradicional de líder da banda (bandleader) do vocalista, o que cria uma tensão musical à medida que os dois “disputam pela dominância” num espírito de “rivalidade afetuosa”.[14] O heavy metal “exige a subordinação da voz” ao som geral da banda. Refletindo as raízes do metal na contracultura da década de 1960, uma “demonstração explícita de emoção” é exigida dos vocais, como sinal de autenticidade.[17] O crítico Simon Frith alega que o “tom de voz” do cantor do metal é mais importante do que as letras.[18] Os vocais do metal variam enormemente de acordo com o estilo, do enfoque teatral, abrangendo múltiplas oitavas, de Rob Halford, do Judas Priest, e Bruce Dickinson, do Iron Maiden, até o estilo rouco de Lemmy, do Motörhead, e James Hetfield, do Metallica, chegando até o urro gutural de diversos vocalistas de death metal.

O papel de relevo do baixo também é crucial para o som do metal, e o intercâmbio entre o baixo e a guitarra formam um elemento central do estilo. O baixo fornece o som grave necessário para tornar a música “pesada”.[19] As linhas de baixo do metal variam enormemente em termos de complexidade, desde a manutenção de um simples ponto pedal grave até servir como “alicerce” para os guitarristas, dobrando riffs e licks complexos juntamente com as guitarras base e/ou ritmo. Algumas bandas contam com o baixo como um instrumento solo, um enfoque popularizado pelo baixista Cliff Burton, do Metallica, no início da década de 1980.[20]

Metallica em show de 2003.

A essência da bateria do metal consiste em criar uma batida alta e constante para a banda, usando a “trifeta da velocidade, força e precisão”.[21] A bateria do metal “requer uma quantidade excepcional de resistência”, e os bateristas do estilo têm de desenvolver “destreza, coordenação e velocidade consideráveis para tocar os padrões complexos” utilizados no metal.[22] Uma técnica característica da bateria do metal é o abafamento do prato, que consiste na percussão de um prato seguida pelo seu silenciamento imediato, através do uso da outra mão (ou, em alguns casos, da própria mão que o percutiu), produzindo uma curta emissão sonora. O setup da bateria do metal geralmente é muito maior do que o que é utilizado em outras formas de rock.[19]

Nas performances ao vivo o volume – “um ataque sonoro”, na descrição do sociólogo Deena Weinstein – é considerado vital.[15] Em seu livro Metalheads, o psicólogo Jeffrey Arnett se refere aos shows de heavy metal como “o equivalente sensorial da guerra.”[23] Logo após os primeiros passos dados por Jimi Hendrix, Cream e The Who, as primeiras bandas de heavy metal, como Blue Cheer, estabeleceram novos marcos em termos de volume. Segundo o próprio vocalista do Blue Cheer, Dickie Peterson, “tudo o que sabíamos é que queríamos mais força.”[24] Uma crítica de um show do Motorhead de 1977 registrou como “o volume excessivo figura com destaque particular no impacto da banda.”[25] Segundo Weinstein, da mesma maneira que a melodia é o principal elemento da música pop e o ritmo é o principal foco da house music, som, timbre e volume poderosos são os elementos-chave do metal; o volume excessivo teria como intenção “varrer o ouvinte para dentro do som”, fornecendo-lhe uma “dose de vitalidade jovial”.[15] A fixação do heavy metal com o volume foi satirizada no rockumentário de comédia This Is Spinal Tap, no qual um guitarrista de metal alega ter modificado seus amplificadores para “irem até o onze”.

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