Torcida x Arquibancada Azul

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Richarlyson racha torcida e cria duelo ‘organizada’ x ‘azul’ no Morumbi

por ESPN.com.br

Antes mesmo de a bola rolar no Morumbi na partida que o São Paulo venceria o Monterrey, do México, por 2 a 1 na estreia de ambos na Libertadores da América, torcedores do clube travaram na arquibancada um verdadeiro duelo. Verbal. O motivo das hostilidades: o meio-campista Richarlyson.

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Como já acontece há algum tempo, a Independente, principal grupo organizado tricolor, não gritou o nome do atleta antes do início da partida. O ritual é normal. Indignada, a maior parte da torcida são-paulina presente no estádio, na área denominada azul, tratou de fazer justiça e iniciou o canto: “Ri-char-ly-son, Ri-char-ly-son…”. O jogador acenou de volta.

Postada na arquibancada laranja, atrás do gol para o qual o São Paulo atacou no primeiro tempo, a Independente tomou a iniciativa como um desafio e respondeu com hostilidade ao atleta: “Hey, Richarlyson, vai tomar no c.”. A agressão não tinha um motivo que a justificasse. Era gratuita.

Richarlyson rachou a torcida no Morumbi; em campo, foi mal de novo

Richarlyson rachou a torcida no Morumbi; em campo, foi mal de novo
Crédito da imagem: Vipcomm

O torcedor comum, na área azul, voltou a se manifestar. E também com cantos de baixo calão: “Independente, vai se f., o meu São Paulo não precisa de você.” Em menor quantidade, mas presente, os tricolores ocupantes das arquibancadas amarela (atrás do outro gol) e vermelha permaneciam calados.

Nova resposta da Independente: “Hey, azul, vai tomar no c., “Hey, azul, vai tomar no c.”. Uma enorme vaia estrondou no Morumbi, abafando a manifestação da organizada. Com a bola rolando, Richarlyson foi mal. Afobado como sempre, errou em demasia, principalmente no primeiro tempo. Irritou ‘azuis’ e ‘organizados’.

Após o apito final, a Independente voltou a se manifestar. “Hey, Richarlyson, vai tomar no c.”. Já dispersos, os ‘azuis’ ouviram a nova hostilidade, mas não se manifestaram. Dentro das quatro linhas, Richarlyson não tinha feito por merecer. Assim como não tinha o mínimo cabimento a agressão a ele, de novo, sem motivo algum, antes de a bola rolar.

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Vitória… finalmente!

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Na reestreia de Cicinho, São Paulo estreia com vitória sobre Monterrey

por ESPN.com.br

Em sua estreia pelo grupo 2 da Taça Libertadores da América, o São Paulo não teve trabalho para bater o Monterrey-MEX por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Morumbi. O time mexicano entrou em campo com reservas, pois no próximo final de semana faz clássico contra o Tigres pelo torneio nacional, o que ajudou o clube tricolor na partida.

Washington marcou os dois gols do São Paulo, um em cada tempo. O jogo também teve a reestreia com a camisa tricolor do lateral direito Cicinho, que chegou de viagem de Roma hoje mesmo e já foi relacionado para o duelo pelo técnico Ricardo Gomes.

Na próxima rodada, em 25 deste mês, a equipe paulista viaja até a Colômbia para enfrentar o Once Caldas, que ontem venceu o Nacional no Paraguai também por 2 a 0.

O jogo

Mesmo sem apresentar um futebol bonito, o São Paulo começou melhor a partida e concentrou as jogadas na linha de frente, mas sem conseguir mostrar eficiência nas primeiras tentativas. Depois de desperdiçar alguns cruzamentos, o Tricolor resolveu trabalhar a bola e abriu o placar. Aos 13 minutos, Marcelinho Paraíba recebeu na entrada da área e rolou na esquerda para a passagem de Jorge Wagner, que fez a assistência para Washington disputar com Cervantes e empurrar para as redes.

No lance seguinte ao do gol, Hernanes fez fila na área e caiu em disputa com o marcador, mas o árbitro mandou o jogo seguir. Pouco depois, o São Paulo desperdiçou chance incrível. O goleiro Ortiz errou na saída de bola e deu de presente para Washington, que, livre, tentou tocar por cobertura, deixando nas mãos do arqueiro. Com a vantagem no placar, o Tricolor diminuiu o ritmo e permitiu que o Monterrey arriscasse jogadas na frente.

Depois de cobrança de escanteio, Carreño subiu mais que a zaga para cabecear perto do travessão. E o time mexicano seguiu posicionado no ataque, mas exibiu um problema na pontaria. Medina limpou a marcação na área e chutou para fora. Depois, foi a vez de Perez cruzar em cima da marcação.

Pressionado atrás (mesmo diante da pouca qualidade do adversário), o time de Ricardo Gomes respondeu em contragolpe puxado por Hernanes, que arriscou a batida. A bola espirrou e sobrou para Washington emendar de primeira, exigindo defesa do arqueiro.

Como os mexicanos seguiram buscando mais o ataque, o time local continuou respondendo apenas nos contragolpes. Em um vacilo da defesa, Hernanes deu um sufoco e finalizou com perigo para fora, enquanto o goleiro Ortiz tentava sair da meta para defender.

Porém, o esquema tático do Tricolor exibiu uma clara falta de criatividade no meio-campo, setor em que apenas Hernanes buscava oportunidades. O alívio para o São Paulo foi ter encontrado um adversário repleto de reservas e desentrosado. Assim, a única alternativa dos donos da casa foi a resposta rápida. Marcelinho Paraíba avançou pela esquerda, invadiu a área e chutou na defesa, na última jogada ofensiva do primeiro tempo.

O time brasileiro também encontrou dificuldades no segundo tempo e só acordou com uma boa oportunidade de bola parada, aos 11 minutos. Rogério Ceni cobrou falta com precisão e viu o goleiro Ortiz se esticar para salvar os mexicanos. O lance deu novo ânimo ao time. Hernanes fez jogada individual pela direita e cruzou para Washington tentar de letra, mas a bola parou na zaga.

O Monterrey, então, passou por duas alterações. Arellano e o brasileiro Val Baiano deixaram a equipe para a entrada de Martinez e Santana. Mais esforçado do time tricolor, Hernanes carregou a bola pela intermediária e chutou perto da trave. Pouco depois, em bola rebatida na marca do pênalti, Cléber Santana desperdiçou ótima chance ao mandar por cima do travessão.

Depois de poucos instantes de bom futebol, o Tricolor sofreu uma recaída, e a torcida pediu a entrada de Cicinho, que começou no banco de reservas. Antes mesmo de o lateral colocar o pé na bola, o São Paulo ampliou a vantagem. Aos 30, após cobrança de escanteio, Jorge Wagner desviou de cabeça para Washington emendar para as redes.

O gol deu a tranquilidade que o Tricolor precisava para trocar passes e aguardar o término da partida, sem ser ameaçado pela equipe mexicana.